segunda-feira, 24 de maio de 2010

MODELO DE RESENHA CRÍTICA

COSTA, Wagner. Quando meu pai perdeu o emprego.23.ed.São Paulo: Moderna, 1993




WAGNER COSTA é jornalista, autor de contos, de peças de teatro como Cena Aberta, De amor e verdade, De verdade e amor e do livro QUANDO MEU PAI PERDEU O EMPREGO. Costa diz que escreve porque acredita naquilo que acontece quando a palavra chega e se aninha no coração e na consciência das pessoas.
Obra destinada a um público jovem, o livro aborda o tema desemprego, um grave problema social que aflige tantas famílias no país.
A gíria é a linguagem utilizada pelo narrador-personagem, Pepê, o que aproxima texto e leitor e faz tudo parecer mais real. Ficção e realidade se confundem, já que a história narrada é bem parecida com a vida de muitos adolescentes que, como Pepê, têm que dividir o tempo entre o trabalho e o estudo, para ajudarem na renda familiar.
Pepê, Betão, Ju e Caró, antes da tempestade do desemprego chegar, moravam numa boa casa, estudavam em escola particular, tinham tudo do bom e do melhor, gozavam ,por assim dizer, de uma vida cheia de mordomias. O pai era liberal e dava de tudo o que os filhos queriam, sem exigir nada em troca, nem responsabilidade. Mas, de um dia para o outro, tudo mudou. O pai ficou desempregado e ainda perdeu toda a reserva de dinheiro num negócio que não dera certo. E agora? Como enfrentarão o problema?
As coisas na vida da família ficam complicadas, os pais não se entendem e passam a viver no maior bate-boca. O desespero toma conta de todos. De um lado, o pai totalmente perdido, deprimido e desesperado, sem saber o que fazer para reverter a situação e de outro; os filhos sem entender o que se passava, por não conhecerem a verdade. É nesse clima de tensão, conflitos e tristezas que chega o avô das crianças, o Capitão Esperança.
Capitão Esperança é quem ajuda a família nas horas difíceis e com um jeitinho todo especial explica para as crianças que não é vergonha ter o pai desempregado. É ele quem cria a Nave Azul e todos da família passam a ser os tripulantes. É emocionante! Nenhum adolescente pode ficar sem ler esse livro que encerra capítulos como, Beto, Betão e outros.
O autor consegue retratar em 60 páginas quais são as dificuldades enfrentadas por um desempregado e sua família: angústia, revoltas e conflitos, que podem levar ao desespero ou a solidariedade. E, quando aponta soluções para os problemas, acaba indiretamente orientando os leitores que não estão livres de passarem por uma situação semelhante, uma vez que o Brasil é o 4º país do mundo em desemprego.
É de fato uma obra excelente, realista e comovente, capaz de levar à reflexão e quem ainda não foi vítima do desemprego entenderá que não adianta revoltar-se como fez Betão, é preciso se pôr na luta como Pepê e todos os outros da família. Enfrentar a situação juntos “ na base do um por todos e todos por um”(pág.09), como disse o Capitão Esperança em sua mensagem aos tripulantes na Nave Azul.
Compre nas melhores livrarias ou empreste o livro na sala de leitura de sua escola e boa leitura.

Modelo de resenha crítica. Criado pela professora Francisca P. Martins, em 1.999.

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu já li a obra,ela é otima!