Meu cantinho de leitura e estudos

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terça-feira, 15 de março de 2011



A noite em que os hotéis estavam cheios 
Moacyr Scliar

O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; ela, grávida, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria, desde que não fosse muito caro.
Não seria fácil, como eles logo descobriram. No primeiro hotel o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha, na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. Contudo, para não ficar mal, resolveu dar uma desculpa:
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente... O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.— Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.
O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio.
— O disfarce está muito bom. Que disfarce? Perguntou o viajante. Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente. Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos. O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. — Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a idéia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.

segunda-feira, 14 de março de 2011

7º ANOS - TRABALHO ORAL - 1º Bimestre

TRABALHO SOBRE CONTOS E CONTISTAS BRASILEIROS

ATIVIDADE PERMANENTE - Leitura Compartilhada

Dicas de autores e contos:



Clarice Lispector - Uma galinha

Fernando Sabino - A mulher do vizinho

O burguês e o crime – Carlos Heitor Cony

O Negócio – Dalton Trevisan

Apelo – Dalton Trevisan

Clínica de repouso, Dalton Trevisan.

Uma vela para Dario, Dalton Trevisan

A moça tecelã, Marina Colasanti

PLEBISCITO, Artur Azevedo

A DANÇA DOS OSSOS, Bernardo Guimarães

ANTES DO BAILE VERDE, Lygia Fagundes Telles

Negrinha – Monteiro Lobato

O Peru de Natal – Mario de Andrade

Uma ideia toda azul – Marina Colasanti

A noite em que os hotéis estavam cheios, Moacyr Scliar

Orientações:

Em dupla.
Escolha um conto, pesquise o texto e a biografia do autor.
Treine a leitura oral em casa - Pode ser dramatizada, gravada em CD,  faça um vídeo ou apresente-se pessoalmente à classe no momento da leitura compartilhada no início da aula.
Após a apresentação do conto, comente com os colegas as principais informações sobre o autor.
Apresente-se à turma no dia combinado com a professora(ver escala).

Faça um bom trabalho!

PROJETO LER É UM PRAZER

PALAVRAS QUE IMITAM DIFERENTES SONS - ONOMATOPEIAS

TIPOS DE BALÕES USADOS EM HQ - Histórias em Quadrinhos

Causos da Literatura - Uma vela para Dário, de Dalton Trevisan

CONTO APELO DE DALTON TREVISAN

segunda-feira, 7 de março de 2011

TIRINHAS DA TURMA DA MÔNICA

Clique no link abaixo e leia as mais divertidas tirinhas da turma da Mônica:

http://www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm

Conheça um pouco mais sobre Mauricio de Sousa:
Maurício de Sousa



Desenhista paulista (27/10/1935-). Principal criador brasileiro de histórias em quadrinhos. Nasce em Santa Isabel, interior de São Paulo, e passa a infância e a adolescência em Mogi das Cruzes. Começa a desenhar ainda criança e se muda para São Paulo aos 17 anos para tentar uma vaga de desenhista na imprensa da capital.

Em 1954 inicia o trabalho como repórter policial da Folha de S.Paulo, função que exerce por cinco anos, antes de começar a publicar suas tiras no mesmo jornal. Os primeiros personagens são o Capitão Picolé, o Franjinha e seu cachorro Bidu. No início dos anos 60 lança a Turma da Mônica, com personagens como Cebolinha, Magali e Cascão, inspirados em suas filhas e em lembranças da infância.
Realiza também filmes comerciais e longas-metragens, como As Novas Aventuras da Turma da Mônica (1985) e Mônica e a Sereia do Rio (1987). Tem seus quadrinhos distribuídos nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina. Seguindo os passos do norte-americano Walt Disney, monta uma empresa em que vários desenhistas executam idéias suas.
Faz dois Parques da Mônica, um em São Paulo e outro em Curitiba, no Paraná, e prevê a construção de outros no exterior. Em dezembro de 1998, é premiado no Festival Internacional de Animação em São Paulo. Para o ano 2000, planeja um programa diário de 30 minutos para a TV e um filme de animação para o cinema.

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