terça-feira, 28 de julho de 2015

ROTEIRO DE ATIVIDADE


Leia a charge abaixo de Angeli:



Leia a crônica de Marina Colasanti, compare-a à Charge de Angeli e responda as questões propostas.

DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Me-nino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Fa-mília, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando so-zinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.
Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.
No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São fi-lhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento po-pulacional. O filho único, por receber afeto "em demasia", torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é in-ferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que "ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos".
O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os "métodos ainda não foram desenvolvidos".
Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.
Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma fa-mília gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".
Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.)

* Nova República: termo usado à época (a crônica é de 1986) para designar o Brasil pós-regime militar.
Fontes de pesquisa da Charge:
http://4.bp.blogspot.com/_Jwh6a5kNWic/SVpgZcriAEI/AAAAAAAAANM/OSEjdmh62oY/s400/pobreza.jpg

15 comentários:

Anônimo disse...

concordo com o autor estes garotos que vivem na rua, foram cruelmente abandonado pelos pais, e são tratados de modo diferente dos garotos que tem pai e mãe

Luiz Henrique 9°A

Anônimo disse...

"Não existem meninos de rua.Existem meninos na rua."
A frase acima retirada do texto "De quem são os meninos de rua" quer dizer, na nossa opinião que esses meninos moram na rua por necessidade ou os pais acabam os abandonando por não terem condições de criarem seus filhos.

Dágila e Raiane 9°A

Anônimo disse...

Concordo plenamente com a frase apresentada na crônica"De quem são os meninos de rua?"da autora Marina Colasanti que fala sobre a vida dos meninos que vivem nas ruas,pois muitos deles não nasceram de calçadas ou paralelepipedos,foram deixados lá por alguém.
Maíra & Hernandes

Anônimo disse...

No texto De quem são os meninos de Rua?,a nossa opinião é a de que os meninos não são da rua e sim estão na rua, porque eles não nascem na rua e sim são abandonados na rua quando crianças por seus pais, que na maioria das vezes os abandonam porque não tem condições para ajudá-lo a ter um futuro melhor.

Fábio 9°A
Felipe 9°A

Anônimo disse...

Essas frases do texto "DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?", da autora Marina Colasanti,quer nos mostrar que os meninos não são da RUA e sim que estão na rua, porque os pais não tem condições financeiras para ter uma casa, nem que seja alugada para que seus filhos fiquem acomodados e tenham um lar adequado e fixo para viver. Na rua, os meninos aprendem o que não se deve aprender e também não recebe o carinho, amor, cuidados de pais.
Obrigada.
Alunas: Anne Caroline e Maiara da Cruz
Série: 9° ano B Números: 08 e 27

Anônimo disse...

NOME DA AUTORA:Mariana colasante
TITULO:Maninos de rua
Nao existe meninos de rua.
existe menino na rua
No proprio texto consiste na historia da joao e maria.que foram abandonados ficam com fome.sem familia.
Nao existe menino de rua.Nascem de sua familia e logo depois sao abondonados.
NOMES:MARIA JOSÉ E AILTON JUNIO
SERIE:9 ANO B

Anônimo disse...

Concordamos com a frase "Não existem meninos de rua.Existem meninos na rua",da crônica De quem são os meninos de rua?.Da autora Marina Colasanti;Pois ninguém nasce na rua, todos tem o direito de ter um lar,uma família e um emprego digno.E as pessoas deveriam se conscientizar de que não existem meninos de rua e sim meninos na rua,e não deveriam ser tão preconceituosas,e fazer comparações com os meninos de rua e os meninos de familia como mostra na charge Pobreza:Cada jovem com a sua, do autor Angeli.

Bruna Soares nº10
Richard Martins nº32
9ºano B .

Anônimo disse...

A frase nos faz pensar sobre o abandono infantil.
As crinças não são geradas na rua,mais sim uma consquencia da falta de uma familia unida.
Wallace e Igor 9°B

Anônimo disse...

OS TEXTOS DE QUE SÃO OS MENINOS DE RUA, E POBREZA:CADA JOVEM TEM A SUA, FALAM SOBRE UM ASSUNTO MUITO SERIO QUE è A VIDA DOS ADOLESCENTES NAS RUAS OS DOIS TEXTOS OBJETIVAM CONSCIENTIZAR OS LEITORES QUE NãO É PELO FATO DE VOCÊ TER UMA CASA,UMA FAMILIA,QUE VOCÊ DEVE ACHAR QUE TODAS AS PESSOAS QUE MORAM NAS RUAS SÃO DAS RUAS.
NOMES:DIANA SUELLEN T DE SOUSA
LETICIA RAMOS SERIE:9°ANOB

Anônimo disse...

Concordo com a frase"Não existem mininos de rua. Existem meninos na rua." pois na minha opinião, os meninos não nascem na rua, de alguma forma foram "colacados" na rua por seus pais/responsaveis, geralmente por falta de condições financeiras para criar seus filhos, então acharam que a RUA era o melhor lugar para eles, mas claro, se enganaram.

Maísa Helena 9ºA

Lanaâ,alinee disse...

"Não existem meninos de rua.Existem meninos na rua."
Essa frase diz é bem realista,eu penso que a sociedade em geral,agem como se esses meninos que moram nas ruas quissem estar ali,em um farol,dormindo em alguma praça ou calçada.Mas,isso está completamente errado eles não estão nas ruas porque querem,alguém por algum motivo os colocou lá.Motivo esse que na minha opinião seria a desigualdade social,muitas familias não têm estrutura financeira para sustentar seus filhos,oque os levam a abandona-los nas ruas.Um problema puxa o outro.

Nome: Lana Aline Faria
Ano: 9 ano A

Anônimo disse...

A crÔnica De quem são os meninos de rua da autora Marina Colasanti é muito interessante porque fala do modo como as pessoas tratam os meninos de rua, quando as pessoas passam perto de meninos na rua seguram a bolsa com força pensando que ele vai rouba-la.mas nós não podemos repetir este ato, temos que ajudar e dar educação e a chance de ter mu futuro melhor.

Ricardo macedo rosa 9°A

Anônimo disse...

Destaquei o trecho "Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais." da crônica de são os meninos de rua,de Marina Colasanti; pois os meninos de rua eles sofrem muito e são humilhados pelos pais, apanham e ficam com fome.

Igor Saturnino 9°A

Anônimo disse...

O trecho que achei mais interesante da cronica DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA,de Marina Colasanti foi a parte que no BRASIL 36 milhoes de crianças carentes e na CHINA TEM 35 milhoes de crianças superprotregidas por que la eles cuidan muito melhor das crianças do que no BRASIL.
Isso e uma fauta de compromiso do governo com as crianças.
Nome:Wesley ANO9ºA

Júlia Cristina disse...

Olá Professora Francisca, meu nome é Júlia Cristina e não sou aluna da senhora, apenas vim visitar seu blog porque gosto muito de pesquisar para obter mais conhecimentos. Sou carioca, mas por conta da profissão do meu pai me mudo de Estado a cada 6 anos. Hoje moro em Ladário - MS. Estou na 9ª série e também estou estudando sobre a Crônica da Marina Colassanti a qual achei muito interessante. Vou aproveitar e deixar minha opinião aqui. Vou começar com um comentário sobre a frase "Não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua." A troca de De pelo Na determina que a relação de sentido entre menino e rua seja de localização e não de qualidade. E a autora diferencia os meninos de rua pelos aspectos sociais. A sociedade é responsável pelo abandono das crianças nas ruas, a família é a maior culpada por isso. Podemos responsabilizar o governo brasileiro por existir crianças nas ruas. Porém, hoje em dia, não podemos contar apenas com o governo, temos que nós mesmos, tirá-las das ruas. Obrigada!