Meu cantinho de leitura e estudos

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Emprego dos Pronomes Demonstrativos

      Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode-se dar em termos de espaço, tempo ou discurso. Vamos abordar aqui as situações em que o uso de demonstrativos é produtivo ou problemático para o falante, recomendando o uso dominante entre os falantes cultos.

1. Este, esse, aquele e suas flexões

     Utilizamos estas pró-formas para localizar os nomes no tempo, no espaço e no próprio texto:


  • No espaço:



  •      Vale para o uso dos demonstrativos a relação com as pessoas do discurso: este para próximo de quem fala (eu)esse para próximo de quem ouve(tu)aquele para distante dos dois (ele).




    Exemplos:

    Este documento que eu estou entregando apresenta a síntese do projeto.

    Se tu não estás utilizando essa régua, podes me emprestar por alguns minutos?

    Vês aquele relatório sobre a mesa do Dr. Silva? É o documento a que me referi.


         Em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar ambigüidade.

    Exemplos:

    Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade destinatária).

    Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que envia a mensagem).




  • No tempo:





  • Este e suas flexões referem-se ao tempo presente ou futuro.

    Exemplos:

    Nestas próximas semanas, estarão ocorrendo as inscrições para o concurso vestibular.

    No final desta semana, o Diretor de nossa Unidade irá a São Paulo.

    Este ano de 2002 está sendo marcado pela violência no Oriente Médio.



  • Esse e suas flexões referem-se a tempo recentemente decorrido.

    Exemplo:

    Ninguém esquecerá os acontecimentos desse trágico 21 de setembro.
      




  • Aquele e suas flexões referem-se a um passado mais distante.



  • Exemplo:

    Falávamos daquele período em que as mulheres obtiveram o direito ao voto.

         Evidentemente, não há limites precisos para o uso de esse e aquele, sendo a última palavra sempre determinada pela adequação ao contexto.
    • No discurso:
         Quando bem utilizados, os demonstrativos são eficientes elementos de coesão entre o que se está falando e o que já se disse ou irá dizer adiante. Deve-se utilizar este e suas flexões em dois casos: para adiantar o que se vai dizer ou para remeter a algo recém dito, quando esse já-dito comportar mais de uma retomada.
    Exemplos:
    Nosso povo sofre com mutos problemas, dentre os quais estes: miséria, fome e ignorância.
    Admiração, respeito, amizade? Talvez, pensava ela, este (último) seja o mais importante e perene dos sentimentos.

         Outra situação importante ocorre quando queremos retomar por demonstrativos mais de um elemento já mencionado.
    Exemplo:
    O velho, o índio e o negro são discriminados por motivos diversos: aquele, por ser improdutivo para a sociedade de consumo; esse, por ser considerado atrasado e preguiçoso; este, por não se ter libertado, ainda, do estigma da escravidão.

         Quando se quer retomar apenas dois elementos, elimina-se a forma intermediária esse.
    Exemplo:
    As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes.
         Veja a ilustração para esses dois últimos casos:

    1. Emprego de esteesse e aquele em relação a três termos




    Este: indica o que se referiu por último.
    Esse: se refere ao penúltimo.
    Aquele: indica o que se mencionou em primeiro lugar.

    2. Emprego de este e aquele em relação a dois termos citados anteriormente



    Este: indica o que se referiu por último.
    Aquele: indica o que se referiu em primeiro lugar.

    2. Mesmo, próprio e suas flexões

        Observe as frases:

    (a) Ele mesmo digitará o texto final.

    (b) Eles mesmos digitarão o texto final.

    (c) Ele vai mesmo digitar o texto final?

    (d) Eles vão mesmo digitar o texto final?


         Por que será que na frase (b) a palavra mesmo é flexionada no plural e na frase (d) não? A resposta é lógica, e encontra-se na relação que esses termos estabelecem com outros elementos da frase. No caso de (a) e (b), mesmo/s se refere a ele/s, podendo ser substituído por próprio/s; no caso de (c) e (d), mesmo se refere a vai digitar , podendo ser substituído por realmente. Se quiser ir adiante, saiba que mesmo e próprio, no primeiro caso, são pronomes e, como tal, acompanham a flexão do nome; no segundo caso, mesmo é advérbio, e como todos os advérbios são invariáveis.


    Fonte:http://www.pucrs.br/manualred/pronomes.php

    EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - SOBRE PRONOMES


    Abaixo segue uma lista de exercícios para você praticar.

    exercícios

    1-    cOMPLETE AS FRASES COM OS PRONOMES EU (pessoal do caso reto) OU MIM (pessoal do caso oblÍquo).
    A)   O advogado deixou o documento para .............................levar ao cartório?
    B)   O advogado deixou o documento para ...................?
    C)   Para  ......................aceitar essa proposta, precisaria estar louco!
    D)   Para .............................., aceitar isso seria uma estupidez.
    E)    Já aconteceram muitas brigas entre..................e ela.
    F)    Entre ..........................e...............................nunca houve desconfiança.
    G)   Sem ................................ajudar, eles não conseguiriam terminar o trabalho.
    H)   Sem ..............................., eles não conseguiriam terminar o trabalho.
    2-    Leia este trecho de uma crônica sobre as desventuras de um mágico fracassado.
    “Depois de passar alguns dias na cadeia – onde se tornou popular entre os presos pelo seu hábito de tirar cigarros acesos detrás de suas orelhas – o mágico foi posto em liberdade por falta de provas.”
    (Luis Fernando Verissimo. In. O Nariz e outras crônicas)
    a)   O pronome possessivo SEU está substituindo que nome(substantivo) no texto?
    ........................................................................................................................
    b)   Uma leitura baseada unicamente nas informações da frase levaria a uma ambiguidade gerada pelo emprego do possessivo suas. Explique essa informação.
    3-    Assinale a única frase correta quanto ao uso dos pronomes pessoais:
    a)(  ) você não pode ir sem eu.
    b)(  ) meu amigo, o diretor quer falar consigo.
    c)(  ) entre eu e tu não pode haver romance.
    d)(  ) era para mim encontrar a solução do problema.
    e)(  )  para mim, jogador de futebol tem que ter raça.
    4-    Era para _________ falar ________ ontem, mas não __________ encontrei em parte alguma.
    a) mim – consigo – o;
    b) eu – com ele – lhe;
    c) mim – consigo – lhe;
    d) mim – contigo – te
    e) eu – com ele – o .
    5-    Complete as lacunas com o pronome adequado:
     “_____ documento que tens à mão é importante, Pedrinho?
     “A estrada do mar, larga e oscilante _______ sim, o tentava.”
     “Na traseira do caminhão lia-se ________ frase:Tristeza não paga dívida”.
    “Cuidado, mergulhador, ________ animais são venenosos: a arraia miúda, o peixe-escorpião, a medusa, o mangangá.”


    a)(  ) esse – essa – esta – estes;
    b)(  ) este – esta – esta – estes;
    c)(  ) este – esta – essa – esses;
    d)(  ) esse – essa – essa – esses;
    e)(   ) este – esta – essa – estes.


    CASOS DE AMBIGUIDADE

    Assim:
    O professor comentou com os alunos suas deficiências.
    O leitor mais atento perguntaria: De quem são as deficiências? Do professor ou dos alunos?
    O que causou ambiguidade à frase foi o emprego do pronome possessivo SUAS. A frase ficaria mais, portanto, sem ambiguidade se escrevêssemos assim:
                                O professor comentou com os alunos sobre as deficiências deles.
                                  O professor comentou com os alunos as deficiências dele, professor.

    6-    Leia as frases abaixo. Todas elas trazem problemas de ambiguidade, procure identificar o que causa essa ambiguidade e reescreva essas frases tornando-as mais claras.
    A)   O pai pediu a filha  seus livros. .....................................................................................
    B)   A advogada encontrou seu pai na sala. ..........................................................................
    C)   Carlos fez as pazes com Ana e seus sobrinhos. ...............................................................

    7-    Leia a piada abaixo e identifique o que causa humor ao texto. Explique.

     “O rapaz chega para o pai da namorada e, meio sem jeito, diz:
    - Seu Francisco, eu amo muito a Soninha e...
    - Eu sei – diz, sorrindo, o pai da moça. – Ela me disse...
    - Então, seu Francisco... eu vim pedir a sua mão em casamento.
    - Ué – diz o homem, em tom de brincadeira –, você ama a Soninha e quer se casar comigo?!”

    8-    Produção de Texto para avaliação: Em dupla, crie uma piada que se utilize do recurso de ambiguidade provocado pelo possessivo “seu” ou suas flexões para provocar humor. Em seguida, analisem os sentidos possíveis de entendimento da piada e destaquem os referentes textuais dos pronomes possessivos utilizados em seu texto.

    quinta-feira, 28 de julho de 2011

    JOGOS DE LEITURA – ATIVIDADE DE LEITURA COM O GÊNERO CONTO

    Amigos professores:

    Uma pequena dica de como trabalhar o conto VENHA VER O PÔR-DO-SOL, de Lígia Fagundes Telles:

    O ideal, antes de iniciar essa atividade de leitura, é apresentar o livro onde o conto foi publicado, e perguntar se os alunos conhecem a obra e a autora. A partir do título do conto, questione com a turma qual será o assunto da história e o enredo.
    Valorize a autora divulgando um pouco sobre sua biografia. Depois desse momento de sensibilização, inicie a organização da turma para a realização do jogo.

    - Abaixo estão 5 fragmentos do conto e questões sobre cada um dos fragamentos. Imprima e produza cartelas, conforme o número de grupos que desejar formar em sala de aula.
    É possível formar apenas 6 grupos e cada grupo ficar responsável por cada uma das partes do conto ou  formar para cada parte da história dois grupos diferentes e comparar as respostas elaboradas.
    Cabe ao professor, analisar as questões e selecionar aquelas mais apropriadas a maturidade de sua turma.
    A medida que o professor faz a leitura do fragmento proposto, ele lança as cartelas para os grupos com as questões. Por isso, acho que a minha proposta de escolher mais de um grupo para responder as mesmas questões é mais apropriada para a dinâmica do JOGO.
    Após a participação dos alunos lendo suas respostas, que poderão ser registradas num painel, o professor dá continuidade à leitura fazendo a checagem das respostas.
    Após a conclusão do jogo, o professor conclui a leitura do conto sem pausas, procurando deixar os comentários para o final.

    Amigos, não achei necessário elaborar perguntas sobre outras partes do conto, porque o objetivo é apenas despertar o interesse do aluno sem tornar a aula enfadonha.
    Espero que alcancem o objetivo de incentivar a leitura dos seus alunos.
    Um abraço,
    Prof.ª Francisca



    I - Fragmento do Conto
    “Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga infantil era a única nota viva na quietude da tarde.”
    Questionamentos:
    1-   Quem você acha que é ELA? Uma criança, adolescente ou uma adulta?
    2-   Para aonde estará indo?
    3-   A ação ocorreu em que período do dia?
    4-   Dá para saber em que tipo de bairro ela está? É um lugar movimentado? Explique.
    5-   Você não sabe o significado de alguma palavra. Copie-a e pesquise o seu significado.
    6-   O que a  autora quis dizer com o trecho ”a cantiga infantil era a única nota viva na quietude da tarde”?




    II – Fragmento do Conto

    “Ele a esperava encostado a uma árvore. Esguio e magro, metido num largo blusão azul-marinho, cabelos crescidos e desalinhados, tinha um jeito jovial de estudante.”
    Questionamentos:
    1-   Quem você acha que é ELE? Uma criança, adolescente ou um adulto?
    2-   Por que estaria esperando por ELA naquele lugar? Teria alguma intenção? Qual?
    3-   Que efeito causa no texto o uso de pronomes para se referir aos personagens?
    4-   Você não sabe o significado de alguma palavra. Copie-a e pesquise o seu significado.


                   


    III – Fragmento do Conto
    “__ Minha querida, Raquel.
    Questionamentos:
    1-   O que o uso do adjetivo querida  nos revela?
    2-   Como você acha que ela respondeu essa saudação?
    3-   Que tipo de relação pode haver entre essas duas pessoas?
    4-   Você acha que eles teriam marcado um encontro naquele local?
    5-   Quem marcou o encontro?









    IV – Fragmento do Conto
    “Ela encarou-o, ..................... E olhou para os próprios sapatos.”
    Complete
    Após a saudação inicial feita por ELE, o texto diz que ELA o encarou. Que adjetivo você acha que estaria adequado para completar o texto, considerando que depois dessa ação, ela abaixou a cabeça e olhou para o próprio sapato? Complete o texto com um adjetivo que considere adequado.



    V – Fragmento do Conto
    “- Veja que lama. Só mesmo você inventaria um encontro num lugar destes. Que ideia, Ricardo, que ideia! Tive que descer do táxi lá longe, jamais ele chegaria aqui em cima?”
     Ele riu entre malicioso e ingênuo. 
    Questionamentos:
    1-   Pela fala de Raquel, é possível deduzir  como a personagem se sente em relação a escolha do lugar  para o encontro? Como ela se sente? (Use adjetivos para descrever os sentimentos da personagem).
    2-   Que significado teria o sorriso de Ricardo?

    VI – Fragmento do Conto
    “--Jamais? Pensei que viesse vestida esportivamente  e agora me aparece nessa elegância! Quanto você andava comigo, usava uns sapatões de sete léguas, lembra?
    -- Foi para me dizer isso que você me fez subir até aqui? – perguntou ela, guardando as luvas na bolsa. Tirou um cigarro. – Hein?!”
    Questionamentos:
    1-   De que maneira Ricardo se refere ao passado de Raquel?
    2-   Pela resposta de Ricardo, é possível deduzir se ainda existe alguma relação entre os dois?
    3-   O que deve ter mudado na vida das personagens?
    4-    Qual deles parece estar em melhor condição? Por quê?
    5-   Após esse diálogo, como continuará a história? Escreva. (10 linhas)

    RECEPÇÃO DOS ALUNOS NO RETORNO ÀS AULAS

    Hoje os alunos retornaram às aulas na EMEF.Prof.ª Lúcia Pereira Rodrigues.
    O objetivo era proporcionar-lhes uma recepção carinhosa e calorosa. Para isso, elaboramos e desenvolvemos atividades diferenciadas  durante todo período de aula. Aproveitamos para apresentar-lhes os resultados do 2º bimestre, visando uma reflexão a partir dos resultados obtidos pelos alunos, e a elaboração de um plano de metas para melhoramento dos resultados baixos.
    Eu e a minha amiga, prof.ª Valéria, nos organizamos para atender as turmas dos 6ºs A e B. O roteiro de nosso encontro foi:
    - Exibição do filme: Sonho Possível - com um direcionamento inicial feito pela prof.ª Valéria.
    - Reflexão: Prof.ª Valéria realizou com os alunos uma análise do conteúdo do filme, procurando enfatizar a importância das atitudes das personagens (dos professores, dos pais e da personagem principal), que contribuíram para o sucesso da personagem principal, Michael. Em seguida, abordei sobre as barreiras que Michael precisou vencer para adquirir todos os conhecimentos que não dominava e que eram essenciais para o seu acesso à Universidade. Ao final, fiz a seguinte pergunta aos alunos: Qual foi o segredo do sucesso de Michael? O que contribuiu para que ele alcançasse seu objetivo? Após esse momento, em que cada aluno pode se colocar, inclusive, para dizer o que aprendeu com a história da personagem, fizemos uma dinâmica.
    - Dinâmica: uma caixinha com o título O SEGREDO DO SUCESSO passou entre os alunos e cada um tirou de dentro dela 02(duas) dicas de como ter sucesso na escola. Cada aluno leu silenciosamente, refletiu e socializou para o grupo a dica que recebeu.
    - BIS - para adoçar a boca. Cada aluno recebeu um chocolate BIS e uma mensagem: SER ESTUDANTE.
    -  Resultados: cada aluno anotou no caderno as notas do 2º bimestre, analisou seus resultados e com a ajuda das professoras elaborou um PLANO DE METAS com ações que contribuam para melhorar os resultados no 3º bimestre.

    Foi um reecontro agradável com direito à pipoca, oferecida pela escola, chocolate e muuuuita reflexão.

    Um abraço a todos e bom retorno!


    quarta-feira, 27 de julho de 2011

    Bom Aluno

    O que é um bom aluno?
    Um bom aluno é um aluno que gosta da escola porque quer aprender. Gosta de ouvir os professores
    discorrer sobre as matérias leccionadas, gosta de conversar com os professores e com os colegas. Sabe
    que o tempo que passa na escola é precioso porque vai formá-lo globalmente, como cidadão deste país.
    Gosta de brincar, de conversar, de se divertir, mas nos momentos certos.
    O bom aluno traz para a escola o material adequado a cada aula, porque vai necessitar dele para as
    tarefas em cada aula. O livro é necessário, o caderno também, a máquina de calcular faz falta, a
    esferográfica, o lápis, a borracha, etc., são indispensáveis. Quando não se traz o livro, há uma parte da
    matéria que se perde, há a tendência para conversar com o colega do lado, etc., etc..
    O bom aluno está atento nas aulas e questiona, no momento, o professor sobre os pormenores menos
    claros. O bom aluno está sempre disponível para executar as tarefas necessárias, em cada aula.
    O bom aluno não se recusa a ir ao quadro. Até gosta, porque mostra aos colegas que sabe e diz como se
    faz. Fica satisfeito e a sua auto-estima agradece!
    O bom aluno não gosta de conflitos nem de confusão. Fica aborrecido e nervoso com as situações criadas
    por outros colegas.
    O bom aluno pede ao professor problemas para resolver em casa. Às vezes é tímido para fazê-lo.
    Geralmente é o primeiro a concluir as tarefas pedidas na aula.
    O bom aluno tenta ajudar os colegas com mais dificuldades e que lhe solicitam ajuda. O bom aluno é,
    certamente, uma boa ajuda para os professores, não só por ajudar alguns colegas mas como factor de
    estabilização da turma.
    O bom aluno é um exemplo para os colegas, mostrando como se deve fazer, colocando os colegas a
    reflectirem sobre o seu exemplo. Porquê ser bom aluno se é mais divertido fazer o papel de mau aluno!
    O bom aluno gosta de ver o seu trabalho recompensado. Ele trabalha com um objectivo definido (por ele
    e, geralmente também, pela família) e gosta que os professores reconheçam esse seu trabalho. Por isso, às
    vezes, alguns destes alunos discutem com o professor a nota que tiveram ou vão ter.
    O bom aluno é pontual e assíduo. Sabe que há regras que têm de ser cumpridas e não gosta de ser
    advertido pelos professores. Sabe também que a avaliação do seu trabalho tem diferentes componentes,
    sendo a pontualidade e a assiduidade duas delas. Além disso, ele tem uma imagem a defender.
    O bom aluno tem geralmente boas notas às diferentes disciplinas. Ele foi adquirindo competências
    transversais que lhe são muito úteis em todas as disciplinas (métodos de trabalho, organização do
    trabalho, atitudes e valores, etc.).
    O bom aluno é organizado e metódico. Tem apontamentos bem organizados nos cadernos e com
    qualidade. Há alunos que não querem, ou não sabem, tirar apontamentos e não se preocupam em mantê-
    los organizados.
    O bom aluno estuda diariamente as matérias de cada disciplina. Deste modo, na véspera dos testes já tem
    as matérias estudadas, basta-lhe recapitular calmamente cada assunto. Este método tem uma grande
    vantagem que reside no facto de o aluno aproveitar muito mais cada aula a que assiste, pois está sempre
    ‘em cima’ dos assuntos!
    O bom aluno sabe, desde muito novo, que pode escolher uma dada profissão, pois começou muito cedo a trabalhar para ela.


    Fonte:http://www.josematias.pt/TemasTecnodid/BomAluno.pdf
    Vida escolar
    Boletim turbinado

    Nem sempre estudar horas a fio é suficiente para
    reverter as notas vermelhas. Além de dedicação,
    o aluno precisa desenvolver um método de estudo
    adequado. O apoio dos pais também é fundamental


    Claudio Rossi

    André Ricardo Belotto da Silva, 16
    Estudante do 2ª ano do ensino médio em São Paulo

    O problema: André ia bem nos estudos, mas tinha dificuldade em literatura e gramática. Há dois anos, ele estabeleceu a meta de melhorar seu desempenho nessas matérias. Hoje suas médias são 9,5 e 10.
    O que ele fez: Passou a ler mais, não só os livros que a escola indicava. Freqüenta livrarias à procura de títulos de assuntos que lhe interessem e que possam ajudá-lo a melhorar em redação, literatura e gramática. Faz resumos das matérias e os troca com colegas, para ter uma visão mais abrangente do assunto.


    Qual o segredo para que um estudante melhore seu rendimento escolar? O drama da nota vermelha numa matéria ou o fiasco generalizado, daqueles de fazer o aluno esconder o boletim dos pais, podem ter várias explicações. A mais comum – faltou estudar mais – é relativamente simples de reverter. Basta um pouco mais de seriedade e dedicação para que os resultados apareçam. A questão é mais complexa quando o aluno passa horas debruçado sobre os livros e, mesmo assim, não consegue melhorar suas notas. Uma dica sugerida pelos que já deram a volta por cima é reavaliar o método de estudo. Henrique Copelli Zambon, de 16 anos, viu aumentar suas médias depois que se engajou na construção de um carro movido a energia solar. Com o trabalho escolar, ele passou a adotar nas outras disciplinas a mesma estratégia usada em física. Hoje, Zambon concentra-se ao máximo na hora de estudar, não leva mais dúvidas para casa e evita decorar a matéria.

    Foi-se o tempo em que os jovens encaravam os estudos com desinteresse, como se fossem apenas mais uma imposição dos pais. Levantamento com 2 098 adolescentes de sete capitais indicou que, para 95% dos entrevistados, estudar é a coisa mais importante da vida deles. A pesquisa mostrou ainda que a maioria é crítica em relação à qualidade de ensino, o que demonstra a determinação da nova geração de estudantes. Mesmo assim, há várias armadilhas no caminho da formação escolar – como as notas baixas.

    Elas costumam surgir com maior freqüência na puberdade, quando o jovem passa por modificações significativas, como a transformação do corpo, o aumento do interesse pelo sexo oposto e a construção da identidade. O adolescente não entende por que tem de estudar tanto se existem coisas mais interessantes a sua volta. A participação dos pais pode ser decisiva nesse momento crucial do jovem. Cabe a eles manter um ambiente em casa que valorize o conhecimento e permita ao estudante estabelecer ligação entre os conteúdos aprendidos na escola e o mundo real. Tudo isso ajuda a despertar a curiosidade e o prazer de aprender. O bom desempenho dos alunos depende mais de motivação que de sua capacidade intelectual ou da qualidade da escola. Ou seja, basta um empurrão.

    Dez dicas para melhorar nos estudos

    1. Participe da aula, preste atenção, tome nota e não tenha vergonha de fazer perguntas.

    2. Monte um plano de estudo, prevendo o que vai estudar ao longo da semana.

    3. Faça as lições de casa no dia e deixe um tempo para revisar o que aprendeu na aula.

    4. Estude no horário em que está mais atento e disposto. Não deixe para as horas em que tem sono ou está cansado.

    5. Descubra qual técnica de memorização funciona para você: falar em voz alta, fazer resumos, montar esquemas, exercícios, dramatização ou estudar em grupo.

    6. Procure outras referências sobre o assunto que está aprendendo para ampliar seus conhecimentos, como livros, revistas e filmes.

    7. Aproxime-se de um professor, pesquisador ou profissional que domine o assunto de seu interesse.

    8. Tenha o hábito de refazer os exercícios que errou nas provas e entenda por que errou.

    9. Prepare na véspera a mochila da escola. Verifique os cadernos e livros de que vai precisar e se todas as lições estão feitas.

    10. Reconheça seus pontos fortes e fracos, as áreas em que tem mais habilidade.



    Como os pais podem ajudar

    • Envolvendo-se na vida escolar do filho. Pergunte o que ele aprendeu e como isso pode ser importante na vida dele.

    • Dê o exemplo. Leia livros, jornais, ouça música, veja filmes e espetáculos de qualidade.

    • Mostre a seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, em lugar de resolver por ele.

    • Não pressione. Pai fiscal não funciona.

    • Fique atento às datas de provas. Leve-as em conta na hora de programar viagens e atividades familiares.

    • Seja tolerante com erros. Tente fazer com que seu filho aprenda com eles.

    • Tire proveito do vínculo de seu filho com os amigos. Convide-os para assistir a um filme ou a um show que possa ser relacionado aos assuntos escolares.

    • Antes de recorrer a aulas de reforço escolar, veja se o jovem é capaz de superar a deficiência sozinho.

    Fonte:http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2003/p_068.html

    as diferentes maneiras de ser estudante

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