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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

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Sonho de cursar uma universidade em Portugal?



Novidades!!!

Queridos seguidores:

Teremos, a partir de hoje, mais uma colaboradora para o Blog, nossa 

amiga Roberta Clarissa Leite.

Com suas publicações teremos dicas de cursos e textos relacionados 

à Educação.

Abraços a todos!

ProfessoraFran
Deixei para falar hoje especificamente sobre o TDAH e sobre a importância do trabalho da escola no auxílio do diagnóstico desse transtorno:
Na escola, não raras vezes, nos deparamos com alunos que apresentam os seguintes comportamentos:
Desatenção:
- dificuldades para prestar atenção em detalhes, cometer erros por descuido e  problemas para concentrar-se em tarefas e/ou jogos,  parecer estar sempre no "mundo da lua", dificilmente para terminar algo que começa a fazer, para seguir as regras e as instruções; desorganização com materiais e tarefas, evitando atividades que exigem um esforço mental maior; perder coisas importantes e  muita dispersão.
Hiperatividade:
- movimentação exagerada com as mãos e pés quando estão sentados, dificuldades para manterem-se sentados por muito tempo; parecem ter uma inquietude, por isso chegam a pular e a correr demasiadamente em situações inadequadas; ao jogar ou brincar são muito barulhentos, agitados, falam demais, respondem às perguntas quase sempre antes de terem sido terminadas, não suportam esperar a vez e intrometem-se nas conversas e jogos alheios constantemente.
Crianças e adolescentes que apresentem pelo menos, seis sintomas de desatenção e seis sintomas de hiperatividade podem ser diagnosticas com TDAH e muitas vezes temos alunos com esses perfis em nossas turmas, entretanto, as famílias e as escolas encontram dificuldade para perceber que esse comportamento, que afeta a aprendizagem desses alunos, sua vida social e afetiva, pode ser de um aluno com TDAH ou algum outro transtorno. 
Pais muitas vezes sem conhecimento não veem esse comportamento como sinal de que algo está errado com o filho e na escola ora por falta de informações mais detalhadas sobre o distúrbio, ora por falta de estrutura para estudar o perfil dos alunos e indicá-los para uma avaliação multidisciplinar, acabam por serem responsáveis pelo agravamento desse transtorno que gera grandes prejuízos à vida do aluno, que provavelmente sofrerá desse mal a vida toda.
A falta de diagnóstico e tratamento adequado ao TDAH levará a outros distúrbios que vão se associando. Indivíduos com TDAH apresentarão maior risco de desenvolverem outras doenças psiquiátricas na infância, na adolescência e na idade adulta, como: comportamento antissocial, problemas com uso de drogas lícitas e ilícitas, transtorno de humor e ansiedade. Enfim, a vida profissional, social, pessoal e afetiva da pessoa ficará comprometida, caso não haja uma intervenção e um acompanhamento.
Portanto, é muito importante que na escola se promova estudos sobre os diferentes distúrbios que afetam a aprendizagem dos alunos, para que o professor se torne apto a observar o comportamento dos alunos livre de rótulos e preconceitos; seja capaz de levar o caso para estudo e indicá-los para especialistas que tenham conhecimento suficiente para diagnosticar e dar início a um tratamento, que quanto mais precoce melhor. Aliás, tudo que afeta a aprendizagem dos alunos, deveria ser objeto de estudo nas escolas para que o aluno seja beneficiado e atendido em suas necessidades.
Acredito que somente com esse olhar mais atento e responsável sobre o que está causando as dificuldades de aprendizagem dos alunos é que alcançaremos maior sucesso em nossos projetos educativos.


Abraços,

Professora Fran

O uso das NTIC's nas escolas

Pais e professores reclamam muito que os alunos têm dificuldades para manter o registro em ordem e em dia nos cadernos. Muitos pais e professores ainda querem exigir do aluno que copie textos longos no caderno. Professores pedem que seus alunos transfiram conteúdos dos livros ou do quadro para seus cadernos e têm pais que cobram da escola os cadernos dos filhos cheios de conteúdos, acham que basta a quantidade, sem avaliar a qualidade da aprendizagem, até porque muitas vezes não conseguem avaliar se houve realmente aprendizagem.
Infelizmente, essa ainda é uma realidade na Educação. Na minha opinião, quem sofre nesta situação é o aluno, que é taxado de preguiçoso e desinteressado; outros de limitados que não acompanham o ritmo da classe.
Não sei o que vocês pensam, mas acho que temos aí um problema de metodologia que cria uma situação (que não corresponde à realidade) e prejudica a aprendizagem dos alunos, impedindo que os alunos avancem na aprendizagem.
São muitas as habilidades que precisamos desenvolver em nossos alunos e, com certeza, a de copiar textos não é nem de longe a primordial. Acredito que para desenvolver uma formação integral que atenda às exigências da Era da Tecnologia da Informação, é necessário lançar mão de novas metodologias que contemplem o uso das NTIC's (Novas Tecnologias da Informação) às práticas educativas. 
Muitos alunos já possuem as novas tecnologias móveis na palma da mão, só precisam aprender como utilizá-las para aprender os conteúdos propostos nos currículos. Para isso, é preciso entrar em cena os gestores e o professor, mudar uma prática tradicional de ensino requer visão, quebra de paradigma e formação continuada.
Fico muito preocupada quando um educador olha para sua turma e afirma que a grande maioria dos alunos possui problemas ou dificuldades de aprendizagem e que por isso não aprendem o conteúdo proposto, sendo que ele próprio apresenta dificuldade para avaliar a sua própria prática e modificá-la para atender às novas necessidades dos alunos, que hoje aprendem com muito mais facilidade e interesse com a mediação das NTIC’s.

Cabe aos gestores, dar o suporte para que os professores possam aprender a aplicar as NTIC's na Educação e aos poucos adotarem uma prática pedagógica que contemple o maior número de alunos possíveis, inclusive, aqueles que realmente possuem dificuldades e problemas de aprendizagem.

Mais... Dificuldades de aprendizagem ou Problemas de Aprendizagem?



A diferença de conceituação entre os termos dificuldade de aprendizagem e problema de aprendizagem está relacionada à diferença entre o que é normal e o que é considerado patológico no processo ensino-aprendizagem.
O termo dificuldade de aprendizagem deve ser utilizado para  referir-se às dificuldades normais ao processo educativo; aquelas ligadas às dificuldades externas ao aluno. Já o termo problema de aprendizagem,  refere-se às dificuldades que são sintomas de algum transtorno ou distúrbio que interfira na aprendizagem, portanto, ligadas à fatores internos, em alguns casos de origem genética. As dificuldades geradas pelos distúrbios, portanto, são de origem patológica e para identificá-las emprega-se o termo problemas de aprendizagem.
As causas das dificuldades de aprendizagem estão relacionadas às questões externas ao aprendiz, geralmente ligadas à metodologia empregada pelo professor, à problemas familiares ou à outra situação temporária, que pode ser corrigida com mudanças na metodologia e apoio ao aluno para superar essa fase. Essas medidas são muitas vezes suficientes para que os alunos avancem na aprendizagem.
Quando um distúrbio ou transtorno interferir na aprendizagem, dizemos que o aluno tem problemas de aprendizagem. Neste caso, o aluno precisará de acompanhamento de outros especialistas como Psicólogo, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Neurologistas etc e tratamento medicamentoso, em alguns casos.
Conhecer o diagnóstico para os alunos que apresentam problemas de aprendizagem e estabelecer uma rede de contatos com os especialistas que realizam o acompanhamento do aluno facilitará o trabalho de intervenção pedagógica. Desta forma, o professor terá condições de aplicar estratégias de ensino mais eficazes e adequadas ao aluno .
Não se trata, portanto, de sinônimos os termos dificuldade e problema de aprendizagem e compreender a diferença entre esses dois termos nos ajuda a entender a fronteira entre o que é normal e o que patológico e auxilia na tarefa da escola de conduzir o processo educativo, de forma a atender todas as necessidades dos alunos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dificuldades de aprendizagem x Problemas de Aprendizagem - Você sabe a diferença?

Para o profissional da Educação é essencial entender a diferença entre  os termos dificuldades de aprendizagem e problemas de aprendizagem; por isso essa discussão é muito relevante para nossa formação.
Uma sala de aula é formada por uma diversidade de crianças que apresentam, apesar da faixa etária ser basicamente a mesma, ritmos de aprendizagem diferentes. Compreender o contexto que envolve o processo de aprendizagem e o desenvolvimento desses alunos é muito importante para o professor. Desta forma, ele passa a distinguir no grupo, os alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem e que por isso precisarão ser encaminhados à projetos de recuperação paralela ou intensiva, conforme o grau de dificuldade, à grupos de estudo e lançar mão de outras estratégias e recursos que a escola dispor para que o aluno avance e consiga acompanhar o conteúdo correspondente à idade/série em que ele se encontra. 
Observando e conhecendo melhor o grupo, será possível também encaminhar às de Apoio Pedagógico: à Sala de Recursos ou ao Laboratório de Aprendizagem, como temos na rede municipal de São José dos Campos, os alunos que apresentarem problemas de aprendizagem, devido à alguma patologia (problemas físicos, psíquicos e outros). Os profissionais destes projetos são Psicopedagogos que encaminham os alunos junto com o Serviço de Orientação Educacional da Escola a outros profissionais, conforme a necessidade da criança; a fim de que façam um laudo e um acompanhamento desta criança, para que a criança possa ser atendida pelos especialistas e área médicas mais indicadas a cada caso. Feito o diagnóstico e com as intervenções pedagógicas necessárias, o aluno terá condições de  alcançar avanços em sua aprendizagem, dentro das suas possibilidades e ritmo de aprendizagem.

Não é uma tarefa fácil, porque não é todo profissional que compreende e sabe como avaliar e encaminhar as crianças que apresentam dificuldades para aprender, muitas vezes nem existe na rede uma equipe multidisciplinar para dar esse apoio necessário. A situação é mais crítica quando um aluno possui problemas de aprendizagem. Infelizmente, muitos acham que se a criança não apresenta as habilidades necessárias para aprender o que está no planejamento anual é porque ela não é capaz de aprender, esquecendo-se de que o planejamento deve ser feito, a partir da realidade da sua sala de aula, para que ele esteja adequado ao seu grupo e atenda à necessidade dos alunos.
Sabemos, entretanto, que não depende apenas do professor, precisamos de políticas públicas capazes de criar uma rede de atendimento e oferecer esse apoio às escolas e às famílias. Unir os setores de Saúde e Educação seria o caminho para vencermos as barreiras que impedem a aprendizagem de muitos alunos espalhados pelo Brasil.


O papel da escola no fortalecimento da relação entre escola e família


Independente do seu modelo e dos elementos que compõe a família é nela que a criança encontra o espaço natural para seu desenvolvimento e para o cultivo dos valores humanos, constituindo-se como base para a sustentação da sua formação.
Sabe-se que é no circulo familiar que se iniciam as primeiras aprendizagens que futuramente se estende à escola. Com os estímulos da família e dos professores, a criança em idade escolar passa a desenvolver outras habilidades e conhecimentos fundamentais para sua formação.
São muitos os fatores que influenciam a aprendizagem dos alunos, mas certamente a influencia da família é fundamental nesse processo; por isso é importante o envolvimento entre família e escola.
A especialista Heloisa Zymanski, professora de Psicologia da Educação da PUC-SP, afirma que quando a criança percebe que seus pais estão em uma aliança com a escola, ela se sente muito mais protegida. Para Heloisa, deve partir da escola a iniciativa de criar um movimento para fortalecer os laços de aproximação entre escola e família.
Como uma das primeiras iniciativas, a escola poderia propor uma reformulação da reunião de pais, que é importante e fundamental para os pais que desejam saber o que está acontecendo na escola. A reunião de pais não deve ser um momento de humilhação para os pais, deve ser uma reunião mais informativa, tratar dos progressos dos alunos e das propostas da escola, lembra a especialista.
Para Tiba:
                           A escola precisa alertar os pais sobre a importância de  sua  participação:  o interesse em acompanhar os estudos dos filhos é um dos  principais   estímulos para que eles – alunos – estudem. (Ensinar Aprendendo, p.152)
O objetivo de uma reunião de pais, por exemplo, deveria ser o de informar no início de cada bimestre, não somente aos pais, mas também aos alunos, sobre quais atividades serão realizadas em classe e em casa, que recursos e estratégias serão utilizados pelos professores, as expectativas de aprendizagem de cada disciplina e as novas habilidades a serem desenvolvidas.  Nesse encontro, a equipe gestora promoveria um debate a cerca das demandas necessárias para que o trabalho pedagógico seja desenvolvido, é momento de uma escuta ativa para as sugestões e até para as críticas dos pais. Conduzir esse debate é o desafio do gestor e estabelecer parcerias com os pais poderá ser a chave do sucesso.
No entanto, a reunião de pais não deve ser a única situação de encontro entre pais e representantes da escola. Ao contrário, a equipe gestora e os professores deverão planejar outras situações de envolvimento da família na construção das práticas educativas da escola, a serem previstas no Projeto Político Pedagógico da Escola, tais como: Conselho de Escola, pais representantes de classe, AAE, organização de festas e eventos culturais, escola da família, fortalecimento dos conselhos de classe e outros. Participar da organização de eventos culturais na escola torna os pais ligados à escola. Segundo, Tiba, esse é um processo importante no qual os pais passam a ter um envolvimento afetivo com a escola, além de exercitarem a cidadania.
Por isso, é importante contar com a família, inclusive, na elaboração do Projeto Político Pedagógico da Escola. Todavia, como não há uma receita pronta, cabem às equipes gestoras e professores planejarem diferentes situações de inclusão das famílias na escola. Os pais devem ser convidados a desenvolverem atitudes de co-responsabilidade para com a formação dos seus filhos.
Outra iniciativa da escola poderia ser a criação de diferentes formas de comunicação com os pais: recados na agenda, bilhete, correspondência, telefonemas, e-mails, mural, boletim informativo e outras. O pai que não pudesse em algum momento comparecer à escola, de alguma forma receberia as informações da escola. Saber dos acontecimentos também ajudará a despertar o interesse dos pais mais afastados pelo trabalho que é desenvolvido na escola do seu filho.
Assim como essas, outras iniciativas devem promover o envolvimento das famílias na escola. É possível citar outras ações que de alguma forma mudaram a relação entre família e escola e têm demonstrado bons resultados pelo Brasil:
- Em Lucena, a 28 quilômetros de João Pessoa, pais, alunos e professores participam de encontros de formação. Os educadores vão de casa em casa convidar os familiares para o debate sobre diferentes temas: meio ambiente, identidade, etnia, sexualidade, saúde preventiva, cultura de paz etc. Com esse trabalho, a frequência dos pais na escola aumentou porque os pais passaram a valorizar esses momentos.
- Promover eventos e oficinas culturais lideradas pelos pais e familiares dos alunos que sabem e desejam ensinar algo para a comunidade escolar: fazer sabão com restos de óleo, brinquedos com garrafa PET, fantoches com materiais recicláveis, pipas, colchas com retalhos e outros.
- Garantir o envolvimento do Conselho Escolar em todas as atividades e a sua participação em todas as dimensões da gestão é um fator determinante para o bom desempenho de uma escola.
- Promover iniciativas nas quais os familiares dos alunos se fazem presentes em vários espaços escolares: no recreio, apoiando os professores em sala de aula, abrindo suas casas para a realização de reforço escolar para seus filhos e vizinhos etc.
- Em Tapoão da Serra (SP), os professores fazem visitas domiciliares a todos os alunos. Para o sucesso desta iniciativa, existe um planejamento rigoroso que começa com o envio de uma carta aos pais informando a intenção da visita, solicitando sua autorização e marcando o dia e horário para a visita.
- Sessão de cinema, tarde de lazer com os filhos, empréstimo de livros da sala de leitura para os pais, palestras sobre tema de interesse dos pais, avós e pais convidados para contar histórias para os alunos foram algumas das iniciativas de quatro escolas do Rio de Janeiro que desejavam integrar família e escola.
- Em Cerquilho (SP), várias iniciativas compuseram um Plano de Ação que pretendia aproximar as famílias da escola: reorganização das reuniões de pais, que passaram a ser mais interativas, à noite e em dias diferentes, de acordo com o ano cursado pelo aluno; organização de dinâmicas e palestras; sorteios de livros; a informatização da rede, que possibilitou que as informações chegassem aos pais; até uma personagem foi criada (uma boneca de pano) pelos educadores para aproximarem os pais da Educação Infantil da escola.
- Oferecer os espaços da escola: quadra, piscina, pátio e salas, para estimular a convivência entre os pais.


Muitas poderão ser as iniciativas, cada escola, de acordo com a sua realidade e contexto poderão encontrar caminhos para promover a aproximação entre escola e família. O importante é que os educadores acreditem na importância deste vínculo e juntamente com a equipe gestora e toda comunidade escolar deem uma oportunidade para essa parceria, que trará muitos benefícios, principalmente, para aprendizagem dos estudantes.

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