Este blog é um espaço para divulgação de projetos, compartilhamento de materiais didáticos, de práticas pedagógicas, de sites, cursos e dicas de leitura para professores e estudantes. Além de ser um cantinho para publicação de conteúdos relacionados ao trabalho desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa pela professora Fran.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Clique nos links e confira as dicas:
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
Novidades!!!
Queridos seguidores:
Teremos, a partir de hoje, mais uma colaboradora para o Blog, nossa
amiga Roberta Clarissa Leite.
Com suas publicações teremos dicas de cursos e textos relacionados
à Educação.
Abraços a todos!
ProfessoraFran
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
Deixei para falar
hoje especificamente sobre o TDAH e sobre a importância do trabalho da escola
no auxílio do diagnóstico desse transtorno:
Na escola, não
raras vezes, nos deparamos com alunos que apresentam os seguintes
comportamentos:
Desatenção:
- dificuldades para prestar atenção em detalhes, cometer erros por descuido e problemas para concentrar-se em tarefas e/ou jogos, parecer estar sempre no "mundo da lua", dificilmente para terminar algo que começa a fazer, para seguir as regras e as instruções; desorganização com materiais e tarefas, evitando atividades que exigem um esforço mental maior; perder coisas importantes e muita dispersão.
- dificuldades para prestar atenção em detalhes, cometer erros por descuido e problemas para concentrar-se em tarefas e/ou jogos, parecer estar sempre no "mundo da lua", dificilmente para terminar algo que começa a fazer, para seguir as regras e as instruções; desorganização com materiais e tarefas, evitando atividades que exigem um esforço mental maior; perder coisas importantes e muita dispersão.
Hiperatividade:
- movimentação exagerada com as mãos e pés quando estão sentados, dificuldades para manterem-se sentados por muito tempo; parecem ter uma inquietude, por isso chegam a pular e a correr demasiadamente em situações inadequadas; ao jogar ou brincar são muito barulhentos, agitados, falam demais, respondem às perguntas quase sempre antes de terem sido terminadas, não suportam esperar a vez e intrometem-se nas conversas e jogos alheios constantemente.
- movimentação exagerada com as mãos e pés quando estão sentados, dificuldades para manterem-se sentados por muito tempo; parecem ter uma inquietude, por isso chegam a pular e a correr demasiadamente em situações inadequadas; ao jogar ou brincar são muito barulhentos, agitados, falam demais, respondem às perguntas quase sempre antes de terem sido terminadas, não suportam esperar a vez e intrometem-se nas conversas e jogos alheios constantemente.
Crianças e
adolescentes que apresentem pelo menos, seis sintomas de desatenção e seis
sintomas de hiperatividade podem ser diagnosticas com TDAH e muitas vezes temos
alunos com esses perfis em nossas turmas, entretanto, as famílias e as escolas
encontram dificuldade para perceber que esse comportamento, que afeta a
aprendizagem desses alunos, sua vida social e afetiva, pode ser de um aluno com
TDAH ou algum outro transtorno.
Pais muitas vezes
sem conhecimento não veem esse comportamento como sinal de que algo está errado
com o filho e na escola ora por falta de informações mais detalhadas sobre o
distúrbio, ora por falta de estrutura para estudar o perfil dos alunos e
indicá-los para uma avaliação multidisciplinar, acabam por serem responsáveis
pelo agravamento desse transtorno que gera grandes prejuízos à vida do aluno,
que provavelmente sofrerá desse mal a vida toda.
A falta de
diagnóstico e tratamento adequado ao TDAH levará a outros distúrbios que vão se
associando. Indivíduos com TDAH apresentarão maior risco de desenvolverem
outras doenças psiquiátricas na infância, na adolescência e na idade adulta,
como: comportamento antissocial, problemas com uso de drogas lícitas e ilícitas,
transtorno de humor e ansiedade. Enfim, a vida profissional, social, pessoal e
afetiva da pessoa ficará comprometida, caso não haja uma intervenção e um
acompanhamento.
Portanto, é muito
importante que na escola se promova estudos sobre os diferentes distúrbios que
afetam a aprendizagem dos alunos, para que o professor se torne apto a observar
o comportamento dos alunos livre de rótulos e preconceitos; seja capaz de levar
o caso para estudo e indicá-los para especialistas que tenham conhecimento
suficiente para diagnosticar e dar início a um tratamento, que quanto mais
precoce melhor. Aliás, tudo que afeta a aprendizagem dos alunos, deveria ser
objeto de estudo nas escolas para que o aluno seja beneficiado e atendido em
suas necessidades.
Acredito que
somente com esse olhar mais atento e responsável sobre o que está causando as
dificuldades de aprendizagem dos alunos é que alcançaremos maior sucesso em
nossos projetos educativos.
Abraços,
Professora Fran
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
O uso das NTIC's nas escolas
Pais e professores reclamam muito que
os alunos têm dificuldades para manter o registro em ordem e em dia nos
cadernos. Muitos pais e professores ainda querem exigir do aluno que copie
textos longos no caderno. Professores pedem que seus alunos transfiram
conteúdos dos livros ou do quadro para seus cadernos e têm pais que cobram da
escola os cadernos dos filhos cheios de conteúdos, acham que basta a
quantidade, sem avaliar a qualidade da aprendizagem, até porque muitas vezes
não conseguem avaliar se houve realmente aprendizagem.
Infelizmente, essa ainda é uma
realidade na Educação. Na minha opinião, quem sofre nesta situação é o
aluno, que é taxado de preguiçoso e desinteressado; outros de limitados que não
acompanham o ritmo da classe.
Não sei o que vocês pensam, mas acho que temos aí um problema de metodologia que cria uma situação (que não corresponde à realidade) e prejudica a aprendizagem dos alunos, impedindo que os alunos avancem na aprendizagem.
São muitas as habilidades que precisamos desenvolver em nossos alunos e, com certeza, a de copiar textos não é nem de longe a primordial. Acredito que para desenvolver uma formação integral que atenda às exigências da Era da Tecnologia da Informação, é necessário lançar mão de novas metodologias que contemplem o uso das NTIC's (Novas Tecnologias da Informação) às práticas educativas.
Não sei o que vocês pensam, mas acho que temos aí um problema de metodologia que cria uma situação (que não corresponde à realidade) e prejudica a aprendizagem dos alunos, impedindo que os alunos avancem na aprendizagem.
São muitas as habilidades que precisamos desenvolver em nossos alunos e, com certeza, a de copiar textos não é nem de longe a primordial. Acredito que para desenvolver uma formação integral que atenda às exigências da Era da Tecnologia da Informação, é necessário lançar mão de novas metodologias que contemplem o uso das NTIC's (Novas Tecnologias da Informação) às práticas educativas.
Muitos alunos já possuem as novas
tecnologias móveis na palma da mão, só precisam aprender como utilizá-las para
aprender os conteúdos propostos nos currículos. Para isso, é preciso entrar em
cena os gestores e o professor, mudar uma prática tradicional de ensino requer
visão, quebra de paradigma e formação continuada.
Fico muito preocupada quando um
educador olha para sua turma e afirma que a grande maioria dos alunos possui problemas ou
dificuldades de aprendizagem e que por isso não aprendem o conteúdo proposto,
sendo que ele próprio apresenta dificuldade para avaliar a sua própria prática
e modificá-la para atender às novas necessidades dos alunos, que hoje aprendem
com muito mais facilidade e interesse com a mediação das NTIC’s.
Cabe aos gestores, dar o suporte para
que os professores possam aprender a aplicar as NTIC's na Educação e aos poucos
adotarem uma prática pedagógica que contemple o maior número de alunos possíveis,
inclusive, aqueles que realmente possuem dificuldades e problemas de
aprendizagem.
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
Mais... Dificuldades de aprendizagem ou Problemas de Aprendizagem?
A diferença de conceituação entre os termos dificuldade de
aprendizagem e problema de aprendizagem está relacionada à diferença entre o
que é normal e o que é considerado patológico no processo ensino-aprendizagem.
O termo dificuldade
de aprendizagem deve ser
utilizado para referir-se às dificuldades normais ao processo educativo;
aquelas ligadas às dificuldades externas ao aluno. Já o termo problema de
aprendizagem, refere-se às dificuldades que são sintomas de algum
transtorno ou distúrbio que interfira na aprendizagem, portanto, ligadas à
fatores internos, em alguns casos de origem genética. As dificuldades
geradas pelos distúrbios, portanto, são de origem patológica e para
identificá-las emprega-se o termo problemas
de aprendizagem.
As causas das dificuldades de aprendizagem estão relacionadas às
questões externas ao aprendiz, geralmente ligadas à metodologia empregada pelo
professor, à problemas familiares ou à outra situação temporária, que pode ser
corrigida com mudanças na metodologia e apoio ao aluno para superar essa fase.
Essas medidas são muitas vezes suficientes para que os alunos avancem na
aprendizagem.
Quando um distúrbio ou transtorno interferir na aprendizagem, dizemos
que o aluno tem problemas de aprendizagem. Neste caso, o aluno precisará de
acompanhamento de outros especialistas como Psicólogo, Psicopedagogos,
Fonoaudiólogos, Neurologistas etc e tratamento medicamentoso, em alguns casos.
Conhecer o diagnóstico para os alunos que apresentam problemas de
aprendizagem e estabelecer uma rede de contatos com os especialistas que realizam
o acompanhamento do aluno facilitará o trabalho de intervenção pedagógica.
Desta forma, o professor terá condições de aplicar estratégias de ensino mais
eficazes e adequadas ao aluno .
Não se trata, portanto, de sinônimos os termos dificuldade e
problema de aprendizagem e compreender a diferença entre esses dois termos nos
ajuda a entender a fronteira entre o que é normal e o que patológico e auxilia
na tarefa da escola de conduzir o processo educativo, de forma a atender todas
as necessidades dos alunos.
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Dificuldades de aprendizagem x Problemas de Aprendizagem - Você sabe a diferença?
Para o profissional da Educação é
essencial entender a diferença entre os termos dificuldades de aprendizagem e problemas de
aprendizagem; por isso essa discussão é muito relevante para nossa formação.
Uma sala de aula é formada por uma
diversidade de crianças que apresentam, apesar da faixa etária ser basicamente
a mesma, ritmos de aprendizagem diferentes. Compreender o contexto que envolve
o processo de aprendizagem e o desenvolvimento desses alunos é muito importante
para o professor. Desta forma, ele passa a distinguir no grupo, os alunos que
apresentam dificuldade de aprendizagem e que por isso precisarão ser
encaminhados à projetos de recuperação paralela ou intensiva, conforme o grau
de dificuldade, à grupos de estudo e lançar mão de outras estratégias e
recursos que a escola dispor para que o aluno avance e consiga acompanhar o
conteúdo correspondente à idade/série em que ele se encontra.
Observando e conhecendo melhor o
grupo, será possível também encaminhar às de Apoio Pedagógico: à Sala de Recursos ou ao Laboratório de
Aprendizagem, como temos na rede municipal de São José dos Campos, os alunos que
apresentarem problemas de aprendizagem, devido à alguma patologia (problemas
físicos, psíquicos e outros). Os profissionais destes projetos são
Psicopedagogos que encaminham os alunos junto com o Serviço de Orientação
Educacional da Escola a outros profissionais, conforme a necessidade da
criança; a fim de que façam um laudo e um acompanhamento desta criança, para
que a criança possa ser atendida pelos especialistas e área médicas mais indicadas a cada caso. Feito o diagnóstico e com as intervenções pedagógicas necessárias, o aluno terá condições de alcançar avanços em sua aprendizagem, dentro
das suas possibilidades e ritmo de aprendizagem.
Não é uma tarefa fácil, porque não é
todo profissional que compreende e sabe como avaliar e encaminhar as crianças que
apresentam dificuldades para aprender, muitas vezes nem existe na rede uma equipe multidisciplinar para dar esse apoio necessário. A situação é mais crítica quando um
aluno possui problemas de aprendizagem. Infelizmente, muitos acham que se a
criança não apresenta as habilidades necessárias para aprender o que está no
planejamento anual é porque ela não é capaz de aprender, esquecendo-se de que o
planejamento deve ser feito, a partir da realidade da sua sala de aula, para
que ele esteja adequado ao seu grupo e atenda à necessidade dos alunos.
Sabemos, entretanto, que não depende apenas do professor, precisamos de políticas públicas capazes de criar uma rede de atendimento e oferecer esse apoio às escolas e às famílias. Unir os setores de Saúde e Educação seria o caminho para vencermos as barreiras que impedem a aprendizagem de muitos alunos espalhados pelo Brasil.
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
O papel da escola no fortalecimento da relação entre escola e família
Independente do seu
modelo e dos elementos que compõe a família é nela que a criança encontra o
espaço natural para seu desenvolvimento e para o cultivo dos valores humanos,
constituindo-se como base para a sustentação da sua formação.
Sabe-se que é no
circulo familiar que se iniciam as primeiras aprendizagens que futuramente se
estende à escola. Com os estímulos da família e dos professores, a criança em
idade escolar passa a desenvolver outras habilidades e conhecimentos fundamentais
para sua formação.
São muitos os
fatores que influenciam a aprendizagem dos alunos, mas certamente a influencia
da família é fundamental nesse processo; por isso é importante o envolvimento
entre família e escola.
A especialista Heloisa Zymanski,
professora de Psicologia da Educação da PUC-SP, afirma que quando a criança
percebe que seus pais estão em uma aliança com a escola, ela se sente muito
mais protegida. Para Heloisa, deve partir da escola a iniciativa de criar um
movimento para fortalecer os laços de aproximação entre escola e família.
Como uma das primeiras iniciativas, a escola poderia propor uma reformulação
da reunião de pais, que é importante e fundamental para os pais que desejam
saber o que está acontecendo na escola. A reunião de pais não deve ser um
momento de humilhação para os pais, deve ser uma reunião mais informativa, tratar
dos progressos dos alunos e das propostas da escola, lembra a especialista.
Para Tiba:
A escola
precisa alertar os pais sobre a importância de sua participação: o interesse em acompanhar os estudos dos filhos é um dos principais estímulos para que eles – alunos – estudem. (Ensinar Aprendendo, p.152)
O objetivo de uma reunião de pais, por exemplo, deveria ser o de
informar no início de cada bimestre, não somente aos pais, mas também aos
alunos, sobre quais atividades serão realizadas em classe e em casa, que
recursos e estratégias serão utilizados pelos professores, as expectativas de
aprendizagem de cada disciplina e as novas habilidades a serem
desenvolvidas. Nesse encontro, a equipe
gestora promoveria um debate a cerca das demandas necessárias para que o trabalho
pedagógico seja desenvolvido, é momento de uma escuta ativa para as sugestões e
até para as críticas dos pais. Conduzir esse debate é o desafio do gestor e
estabelecer parcerias com os pais poderá ser a chave do sucesso.
No entanto, a reunião
de pais não deve ser a única situação de encontro entre pais e representantes
da escola. Ao contrário, a equipe gestora e os professores deverão planejar
outras situações de envolvimento da família na construção das práticas educativas
da escola, a serem previstas no Projeto Político Pedagógico da Escola, tais
como: Conselho de Escola, pais representantes de classe, AAE, organização de
festas e eventos culturais, escola da família, fortalecimento dos conselhos de
classe e outros. Participar da organização de eventos culturais na escola torna
os pais ligados à escola. Segundo, Tiba, esse é um processo importante no qual
os pais passam a ter um envolvimento afetivo com a escola, além de exercitarem
a cidadania.
Por isso, é
importante contar com a família, inclusive, na elaboração do Projeto Político
Pedagógico da Escola. Todavia, como não há uma receita pronta, cabem às equipes
gestoras e professores planejarem diferentes situações de inclusão das famílias
na escola. Os pais devem ser convidados a desenvolverem atitudes de
co-responsabilidade para com a formação dos seus filhos.
Outra iniciativa da escola
poderia ser a criação de diferentes formas de comunicação com os pais: recados
na agenda, bilhete, correspondência, telefonemas, e-mails, mural, boletim informativo
e outras. O pai que não pudesse em algum momento comparecer à escola, de alguma
forma receberia as informações da escola. Saber dos acontecimentos também
ajudará a despertar o interesse dos pais mais afastados pelo trabalho que é
desenvolvido na escola do seu filho.
Assim como essas,
outras iniciativas devem promover o envolvimento das famílias na escola. É
possível citar outras ações que de alguma forma mudaram a relação entre família
e escola e têm demonstrado bons resultados pelo Brasil:
- Em Lucena, a 28 quilômetros
de João Pessoa, pais, alunos e professores participam de encontros de formação.
Os educadores vão de casa em casa convidar os familiares para o debate sobre
diferentes temas: meio ambiente, identidade, etnia, sexualidade, saúde preventiva,
cultura de paz etc. Com esse trabalho, a frequência dos pais na escola aumentou
porque os pais passaram a valorizar esses momentos.
- Promover eventos e oficinas culturais lideradas pelos
pais e familiares dos alunos que sabem e desejam ensinar algo para a comunidade
escolar: fazer sabão com restos de óleo, brinquedos com garrafa PET, fantoches
com materiais recicláveis, pipas, colchas com retalhos e outros.
- Garantir o envolvimento
do Conselho Escolar em
todas as atividades e a sua participação em todas as dimensões da gestão é um
fator determinante para o bom desempenho de uma escola.
- Promover iniciativas nas quais os familiares dos alunos se fazem presentes em vários
espaços escolares: no recreio, apoiando os professores em sala de aula, abrindo
suas casas para a realização de reforço escolar para seus filhos e vizinhos
etc.
- Em Tapoão da Serra (SP), os professores fazem
visitas domiciliares a todos os alunos. Para o sucesso desta iniciativa, existe
um planejamento rigoroso que começa com o envio de uma carta aos pais
informando a intenção da visita, solicitando sua autorização e marcando o dia e
horário para a visita.
- Sessão de cinema, tarde de lazer com os filhos,
empréstimo de livros da sala de leitura para os pais, palestras sobre tema de
interesse dos pais, avós e pais convidados para contar histórias para os alunos
foram algumas das iniciativas de quatro escolas do Rio de Janeiro que desejavam
integrar família e escola.
- Em Cerquilho (SP), várias iniciativas compuseram
um Plano de Ação que pretendia aproximar as famílias da escola: reorganização
das reuniões de pais, que passaram a ser mais interativas, à noite e em dias
diferentes, de acordo com o ano cursado pelo aluno; organização de dinâmicas e
palestras; sorteios de livros; a informatização da rede, que possibilitou que
as informações chegassem aos pais; até uma personagem foi criada (uma boneca de
pano) pelos educadores para aproximarem os pais da Educação Infantil da escola.
- Oferecer os espaços da escola: quadra, piscina, pátio
e salas, para estimular a convivência entre os pais.
Muitas poderão ser as iniciativas, cada escola, de
acordo com a sua realidade e contexto poderão encontrar caminhos para promover
a aproximação entre escola e família. O importante é que os educadores acreditem
na importância deste vínculo e juntamente com a equipe gestora e toda
comunidade escolar deem uma oportunidade para essa parceria, que trará muitos
benefícios, principalmente, para aprendizagem dos estudantes.
Francisca P. Martins é professora de Língua Portuguesa e atua há 29 anos na educação pública da rede municipal de São José dos Campos/SP. Formada em Letras e Pedagogia, especialista em Leitura e Produção de Textos, em Mídias Digitais Interativas e em Design Instrucional. Recentemente, defendeu sua dissertação com o tema "Mentoria: uma estratégia para a formação de professores iniciantes da área de Língua Portuguesa", para banca do Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté - UNITAU e concluiu pela Universidade Estadual Paulista, "Júlio de Mesquita Filho", o curso Educação 5.0: Metodologias Ativas e Ensino Híbrido. Ama o seu trabalho em sala de aula, pois acredita que somente uma educação inovadora e de qualidade seja capaz de formar indivíduos capazes de gerarem resultados e impactos positivos no mundo.
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